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Esta solidão que se
faz presente,
Que de repente penetrou em mim,
Já não me deixa – parecendo o fim,
Ao machucar meu coração carente!

É covardia ter que suportar
A dor imensa que me abate tanto,
E pago caro por querer sonhar,
O preço dele é cobrado em prantos!

Porque a vida tem que ser assim,
A nos impor tamanha crueldade,
Se só queremos é amar, enfim?

Por isso peço, neste fim de dia,
Que este sonho passe a ser verdade,
Que vá pro inferno toda essa agonia!

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