Quando vejo estampada na figura,
a tosca imagem de um carro de boi,
eu sinto uma pontinha de amargura
de uma coisinha à toa que se foi
Nesse tempo eu era ainda uma criança,
Alegre quanto um doce beija-flor
E cultivava na alma uma esperança
Que a vida fosse feita só de amor.
E, então, eu interrompo o pensamento,
Não há tristeza pelo que se foi
Se o que foi em mim foi bom momento.
E nessa hora eu volto à realidade
E vejo que o que sinto é só saudade
Que foi embora num carro de boi...