OLHAVA


Olhava a lua agora...
Olhava a lua lá de cima e via em meu corpo a pequenez
e via em meu peito imensidão
e via em meu leito do amor já desfeito
a cratera solidão

Olhava o sol da tarde quente
o qual ao brilho reluzia a alma
e do vento que traz sempre o frio
lembrava ao relento, sozinho, vazio
na cor dos teus olhos não menos que doces
o trágico arrepio de um infértil ao cio


Nicolle Bello
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